Política
Para Iniciantes
Comece aqui

Nível Avançado

Política avançada

Quem chega ao poder, como reformar a democracia e quem deve contar.

Como estudar este nível

19 lições em 6 blocos, cerca de 1 hora de leitura, em sessões de 10 a 15 minutos.

  1. Siga a ordem dos blocos. Cada lição se apoia nas anteriores, e começa dizendo o que você vai aprender e o que ajuda ter lido antes.
  2. Não pule o fim da lição: os pontos para guardar, a pergunta para pensar e o teste rápido. Responder à pergunta de cabeça, antes de seguir, é o que fixa o conteúdo.
  3. Marque como lida para acompanhar seu progresso na barra acima.
  4. Feche com a revisão do nível: uma pergunta por lição, com placar; e o teste do nível, dez perguntas sorteadas. Para estudar por tema, use as trilhas.

Quem chega ao poder

Mente, identidade e política

Melhorar a democracia

O sistema brasileiro

Quem conta e o que é justo

Riscos do futuro

Experimente

Revise

Os três casos do curso

Três casos atravessam os três níveis. A cada nível, veja o que cada lente diz sobre eles, com mais detalhe do que no nível anterior.

  • A tarifa do ônibus. A prefeitura precisa decidir: subir a tarifa, subsidiar com imposto, ou mudar o contrato com a empresa. Cada escolha tem quem ganha e quem paga.
  • O frigorífico da cidade. O maior empregador do município polui o rio, cria animais em confinamento e pede isenção fiscal para não fechar.
  • O boato na véspera. Um áudio falso contra um candidato viraliza nos grupos de mensagem na véspera da eleição. O candidato perde por pouco.
LenteA tarifa do ônibusO frigorífico da cidadeO boato na véspera
Valores e fatosPolíticas baseadas em evidência: testar tarifa zero num bairro, medir, corrigir. Valor decide o fim; evidência, o meio.Teorias da justiça: Rawls aceita a isenção se beneficiar os piores; Nozick a rejeita como privilégio; o utilitarista soma, incluindo os animais se for coerente.Inteligência a serviço da crença: quem já desconfiava do candidato acredita no áudio e o defende com mais habilidade.
Esquerda e direitaPragmatismo: julgar pelo que produz; a ética da responsabilidade de Weber cobra as consequências previsíveis da tarifa.A crítica ao identitarismo e ao economicismo converge: nenhum dos dois conta quem não vota; o sencientismo é a lente que faltava.Teoria da ferradura nos métodos: extremos dos dois lados aceitam o boato como arma; o centro não está imune.
Democracia e instituiçõesPresidencialismo de coalizão em escala municipal: o subsídio vira moeda de troca na Câmara.Melhorar a democracia: assembleias cidadãs sorteadas decidiriam melhor do que a Câmara capturada?Atores malevolentes prosperam onde o boato não tem custo; instituições devem supor o pior candidato, não o melhor.
Incentivos e interessesRiscos de longo prazo: uma cidade desenhada para o carro é uma decisão quase irreversível.Progresso moral e político: a lei ambiental avançou; a prática, não. O que faz a prática acompanhar?Fanatismo ideológico: a certeza absoluta sobre o adversário é o que torna o boato crível e a punição desejada.
Quem contaPolítica baseada na senciência: a tarifa afeta quem respira a poluição, inclusive quem não vota.Sencientismo: os animais do frigorífico são a maioria dos afetados e não aparecem em nenhuma planilha; a avaliação de impacto os incluiria.Relativismo e círculo moral: a verdade não é relativa ao lado; a defesa do eleitor enganado vale para o adversário também.