O que mede
Em 2015, os 193 países da ONU adotaram 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com 169 metas para 2030: acabar com a pobreza e a fome, saúde, educação, igualdade de gênero, água, energia, trabalho, desigualdade, cidades, consumo, clima, oceanos, florestas, paz e parcerias. O Índice dos ODS resume, para cada país, a distância até cumprir todas as metas, e mostra em que objetivo cada um está pior.
Como é calculado
A SDSN, rede acadêmica ligada à ONU, reúne cerca de cem indicadores oficiais e de outras fontes, normaliza cada um de 0 a 100 e tira a média por objetivo e no total. O relatório traz também um painel de cores por meta e uma avaliação da tendência. A ONU publica separadamente o relatório oficial de progresso, sem ranking.
Quem publica
A SDSN, dirigida pelo economista Jeffrey Sachs, publica o Sustainable Development Report todo ano, com o índice e os painéis. A ONU publica o Relatório dos ODS. No Brasil, o IBGE mantém a plataforma de indicadores dos ODS, e o Ipea acompanha as metas.
Onde o Brasil fica
O Brasil fica perto da 50ª posição entre 167 países, com nota em torno de 70, bem em energia limpa e ação climática pela matriz elétrica renovável, e mal em desigualdade, paz e instituições, e em vida terrestre, por causa do desmatamento. Como quase todos os países, não está no caminho para cumprir as metas até 2030.
Limites e críticas
- Juntar 17 objetivos em uma nota esconde que os países trocam avanços em uns por recuos em outros
- Faltam dados para muitas metas, e o índice usa aproximações
- Países ricos “exportam” parte de seus problemas, e o relatório tenta medir esses efeitos além das fronteiras
- O índice não é oficial da ONU, embora use a marca dos ODS
Como usar
- Olhe o painel por objetivo, e não a posição geral
- Veja em quais metas o país piorou
- Compare com a plataforma do IBGE para os dados nacionais
- Pergunte que política muda cada indicador