O que mede
O World Happiness Report ordena os países pela resposta a uma única pergunta, a “escada de Cantril”: em uma escala de 0 a 10, em que degrau você diria que está sua vida hoje? A média de cada país, em três anos de pesquisas, dá a posição. O relatório depois tenta explicar as diferenças com seis fatores: renda, apoio social, expectativa de vida saudável, liberdade para escolher a própria vida, generosidade e percepção de corrupção.
Como é calculado
Os dados vêm do Gallup World Poll, que entrevista cerca de mil pessoas por país por ano. Os seis fatores não entram na nota; servem para decompor o que explica a nota de cada país em relação a um país hipotético. Países nórdicos lideram há mais de uma década; países em guerra ficam no fim.
Quem publica
O relatório é produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, e sai todo ano em março, no Dia Internacional da Felicidade.
Onde o Brasil fica
O Brasil costuma ficar entre a 35ª e a 50ª posição, com nota entre 6 e 6,5, acima do que a renda sugeriria, puxado por apoio social e generosidade, e abaixo em percepção de corrupção. É um dos países da América Latina com melhor avaliação de vida, embora a região inteira pontue acima do esperado pela renda, o que os autores atribuem aos laços familiares e sociais.
Limites e críticas
- Mede avaliação de vida, e não emoção do dia a dia nem “felicidade” no sentido comum
- Amostras de mil pessoas por país dão margens de erro que embaralham posições próximas
- A pergunta pode ser entendida de modos diferentes em culturas diferentes
- Os seis fatores explicam, mas não causam, e a relação pode ser a inversa
Como usar
- Use como medida de bem-estar subjetivo, e não como prova de que um modelo político funciona
- Olhe a nota, e não a posição, e a tendência em dez anos
- Veja o que explica a nota do país, e não só o número
- Compare com saúde mental e com indicadores objetivos