O que mede
O Democracy Index avalia cinco áreas: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis. Com a nota de 0 a 10, os países são classificados como democracias plenas, acima de 8; democracias imperfeitas, entre 6 e 8; regimes híbridos, entre 4 e 6; e regimes autoritários, abaixo de 4. Pouco mais de 20 países são democracias plenas, e menos da metade da população mundial vive em alguma democracia.
Como é calculado
Sessenta perguntas são respondidas por especialistas da própria EIU e, em parte, por pesquisas de opinião pública. As respostas viram notas por área, e a média é a nota final. O método é menos transparente do que o do V-Dem, e a nota de “cultura política” depende de pesquisas que nem todos os países têm.
Quem publica
A Economist Intelligence Unit, braço de pesquisa do grupo da revista The Economist, publica o índice desde 2006, todo ano, com um relatório temático.
Onde o Brasil fica
O Brasil é classificado como democracia imperfeita, com nota pouco acima de 6,5, entre a 50ª e a 60ª posição nas últimas edições. Vai bem em processo eleitoral, com urnas e alternância, e mal em cultura política e funcionamento do governo, por desconfiança nas instituições e polarização. A nota caiu entre 2014 e 2022 e se estabilizou depois.
Limites e críticas
- A avaliação de especialistas pode refletir a visão da própria publicação
- Categorias com cortes fixos exageram diferenças entre países próximos
- Cultura política é difícil de medir, e pesa um quinto da nota
- O índice capta mal mudanças rápidas, como as de um ano eleitoral
Como usar
- Leia as cinco áreas, e não só a posição
- Compare com o V-Dem e com a Freedom House antes de concluir
- Veja a tendência do país em uma década
- Lembre que “democracia imperfeita” inclui países muito diferentes, da França à Índia