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Indicadores internacionais

Linhas de pobreza e pobreza multidimensional

Quantas pessoas vivem com menos do que um mínimo. Depende de onde se traça a linha, e há várias.

Desenvolvimento e bem-estar

O que mede

A pobreza é medida de duas formas. Por renda, com uma linha: a pobreza extrema internacional é viver com menos de US$ 3 por dia em paridade de poder de compra, valor do Banco Mundial para 2025; há linhas mais altas para países de renda média, como US$ 8,30 por dia. Por privações, com o Índice de Pobreza Multidimensional, que conta quem sofre faltas simultâneas em saúde, educação e padrão de vida, como desnutrição, criança fora da escola e casa sem saneamento.

Como é calculado

O Banco Mundial usa pesquisas domiciliares de cada país e converte a renda para dólares de paridade. O índice multidimensional, criado pela OPHI, da Universidade de Oxford, com o PNUD, usa dez indicadores e considera pobre quem é privado em pelo menos um terço deles. No Brasil, o IBGE publica a síntese de indicadores sociais com várias linhas, e o Cadastro Único registra as famílias de baixa renda para os programas sociais.

Quem publica

O Banco Mundial mantém a plataforma de pobreza e desigualdade e o relatório sobre pobreza e prosperidade compartilhada. O PNUD e a OPHI publicam o relatório anual do Índice de Pobreza Multidimensional. O IBGE e a FGV Social acompanham o Brasil.

Onde o Brasil fica

A pobreza extrema no Brasil caiu de mais de 10% nos anos 1990 para cerca de 4% em 2014, voltou a subir até 2021 e caiu a mínimas históricas depois de 2022, com a retomada dos programas sociais e do emprego. Pela linha de renda média, cerca de um quarto da população ainda é pobre. No índice multidimensional, o Brasil tem pobreza baixa em comparação com países de renda parecida, com privações concentradas no saneamento e na escolaridade.

Limites e críticas

  • A linha escolhida muda o número: a mesma pessoa é pobre em uma e não em outra
  • Renda não capta tudo: alguém acima da linha pode viver sem água e sem escola
  • Pesquisas domiciliares têm atraso e não alcançam quem mora na rua
  • Comparar países exige a mesma linha e a mesma paridade

Como usar

  1. Pergunte sempre qual linha está sendo usada
  2. Olhe a pobreza extrema e a pobreza multidimensional juntas
  3. Veja a série longa para separar tendência de ciclo
  4. Compare os efeitos de programas com avaliações, e não com o número bruto