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Indicadores internacionais

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Renda, saúde e educação em um só número. Foi criado para mostrar que desenvolvimento é mais do que PIB.

Desenvolvimento e bem-estar

O que mede

O IDH combina três dimensões: uma vida longa e saudável, medida pela expectativa de vida; conhecimento, medido pelos anos de escolaridade da população adulta e pelos anos esperados para uma criança; e padrão de vida, medido pela renda per capita em paridade de poder de compra. Foi criado em 1990 pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq, com Amartya Sen, para tirar o PIB do centro das comparações.

Como é calculado

Cada dimensão vira um índice de 0 a 1, e o IDH é a média geométrica dos três, o que impede que uma dimensão compense totalmente outra. Os países são divididos em desenvolvimento muito alto, alto, médio e baixo. Há versões ajustadas: o IDH ajustado à desigualdade, que desconta a concentração em cada dimensão, e o índice de desenvolvimento de gênero. Desde 2020, o PNUD publica também uma versão que desconta a pressão sobre o planeta.

Quem publica

O PNUD publica o Relatório do Desenvolvimento Humano todo ano, com o ranking e os dados por país. No Brasil, o PNUD, o Ipea e a Fundação João Pinheiro calculam o IDH dos municípios, o IDHM, com dados do Censo.

Onde o Brasil fica

O Brasil tem IDH de 0,760, na faixa de desenvolvimento alto, e ficou na 89ª posição entre 193 países na edição de 2024, com dados de 2022. A renda puxa o índice para baixo em relação a países de mesma expectativa de vida, e a desigualdade reduz o IDH ajustado em cerca de um quarto, uma das maiores perdas do mundo. Entre os municípios, a distância entre os melhores e os piores IDHMs equivale à distância entre a Europa e a África subsaariana.

Limites e críticas

  • Três dimensões não captam liberdade, segurança, meio ambiente nem desigualdade, que exigem as versões ajustadas
  • Pequenas diferenças de posição não significam nada: os dados têm margem de erro
  • Os dados chegam com dois anos de atraso
  • Países muito ricos em petróleo têm IDH alto com instituições fracas

Como usar

  1. Olhe o IDH ajustado à desigualdade para saber quem fica de fora da média
  2. Compare a trajetória do país em décadas
  3. Use o IDHM para comparar cidades e estados brasileiros
  4. Cruze com Gini e com os índices de democracia