Política
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Vieses cognitivos

Heurística do afeto

Julgar riscos e benefícios pelo que se sente, e não pelos dados.

Atalhos do julgamento

O que é

Antes de pensar, já sentimos. Se algo nos agrada, parece seguro e bom. Se desagrada, parece arriscado e ruim. O sentimento acaba respondendo no lugar da análise.

No dia a dia: Você gosta de uma marca e, por isso, acha que os produtos dela têm poucos defeitos.

Como funciona e como se proteger

Sentir é mais rápido do que pensar, e por milhares de anos essa velocidade salvou vidas: o nojo evitava comida estragada e o medo evitava predadores. O atalho continua ativo em decisões em que o sentimento não tem informação nenhuma, como avaliar um investimento ou uma lei. Como a emoção chega primeiro, a análise que vem depois tende a confirmá-la.

Quando perceber uma reação forte, trate-a como um dado sobre você, e não sobre a coisa. Escreva os riscos e os benefícios em colunas separadas, com números quando houver. Se a lista de riscos está vazia só porque você gosta da ideia, ou cheia só porque não gosta, o afeto respondeu no seu lugar.

Como isso afeta a moral e a política

No pensamento moral

O nojo ou a simpatia passam por argumento moral: o que incomoda parece errado, e o que agrada, certo.

No pensamento político

Basta gostar de um político para achar que suas propostas têm poucos riscos. O contrário também vale.

Como reduzir: Decidimos rápido, e o atalho vira erro. Pare antes de concluir e pergunte: “o que mais pode explicar isso?”.