O que é
Achamos que algo é comum quando é fácil de lembrar. O que é recente, chocante ou vive na TV parece mais frequente do que é.
Como funciona e como se proteger
A facilidade de lembrar funciona como medida de frequência porque, na vida comum, o que acontece muito é mesmo lembrado com facilidade. A regra quebra quando algo é lembrado por ser recente, vívido ou chocante, e não por ser comum. O noticiário e as redes alimentam exatamente esse tipo de memória: cobrem o raro e o dramático, e o cotidiano não vira notícia.
Para julgar um risco, procure a taxa, e não o caso: quantos por ano, em relação a quantos. Compare com algo cotidiano de referência, como o trânsito. Note também o que não vem à mente: os problemas sem imagem, como doenças crônicas e pobreza, matam mais do que os que rendem manchete.
Como isso afeta a moral e a política
No pensamento moral
Damos mais peso às tragédias que aparecem na TV do que às que atingem muito mais gente em silêncio.
No pensamento político
Um crime de grande repercussão pauta a segurança mais do que as estatísticas.