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Indicadores internacionais

Índices de liberdade econômica

Quanto o Estado deixa as pessoas produzir, trocar e possuir. Dois rankings de institutos liberais, úteis e com viés declarado.

Economia

O que mede

Os índices de liberdade econômica tentam medir o quanto as decisões econômicas ficam com indivíduos e empresas, e não com o governo: direito de propriedade, carga tributária, gasto público, regulação de negócios e de trabalho, abertura ao comércio e estabilidade da moeda. Países com nota alta, como Singapura, Suíça e Irlanda, tendem a ser mais ricos, embora a direção da causa seja discutida.

Como é calculado

O Index of Economic Freedom, da Heritage Foundation, combina doze componentes em quatro pilares, com dados do Banco Mundial, do FMI e de pesquisas próprias, e classifica os países de “livres” a “reprimidos”. O Economic Freedom of the World, do Fraser Institute, usa 45 variáveis em cinco áreas e é mais usado na pesquisa acadêmica por ter série longa e método mais transparente.

Quem publica

A Heritage Foundation, think tank conservador dos Estados Unidos, publica o seu índice desde 1995. O Fraser Institute, do Canadá, publica o seu com uma rede de institutos liberais, inclusive brasileiros, desde 1996.

Onde o Brasil fica

O Brasil aparece nas duas listas na metade inferior: “majoritariamente não livre” no índice da Heritage, abaixo da 100ª posição, puxado para baixo por carga tributária, gasto público, burocracia e rigidez trabalhista, e para cima por abertura e propriedade. No índice do Fraser, fica perto da 90ª posição.

Limites e críticas

  • São índices de institutos com posição política, e os pesos refletem os valores deles
  • Medem liberdade para negócios, e não liberdade política: ditaduras aparecem bem na lista
  • Gasto público alto conta contra, mesmo quando financia escola e saúde que funcionam
  • A relação com crescimento é discutida: países cresceram com e sem nota alta

Como usar

  1. Use para comparar burocracia, impostos e regulação, e não para julgar o país inteiro
  2. Leia os componentes, e não só a nota final
  3. Compare com índices de democracia e de desenvolvimento, que medem outra coisa
  4. Lembre quem publica, e cruze com fontes de outra linha