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Indicadores internacionais

Ambiente de negócios e competitividade

Quanto é fácil abrir, operar e fechar uma empresa. O Doing Business acabou em escândalo e foi substituído.

Economia

O que mede

Esses índices medem o custo e o tempo de abrir uma empresa, pagar impostos, obter licenças, contratar, importar e resolver disputas na Justiça, além de infraestrutura e capacidade de inovar. Governos os usam como meta e empresas, para decidir onde investir, o que os torna disputados e sujeitos a pressão.

Como é calculado

O Doing Business, do Banco Mundial, media dez etapas da vida de uma empresa em 190 países e foi encerrado em 2021, depois de uma auditoria mostrar que dados da China e de outros países haviam sido alterados sob pressão. Seu sucessor, o Business Ready, lançado em 2024, mede regulação, serviços públicos e eficiência na prática, com mais fontes e menos ranking. O IMD World Competitiveness Ranking, da escola suíça IMD, combina estatísticas e pesquisa com executivos. O Fórum Econômico Mundial publicou o Global Competitiveness Index até 2019.

Quem publica

O Banco Mundial publica o Business Ready, cuja primeira edição cobriu 50 economias. O IMD publica seu ranking desde 1989. O Fórum Econômico Mundial mantém outros relatórios, como o de competitividade do turismo.

Onde o Brasil fica

O Brasil ficou na 124ª posição entre 190 países na última edição do Doing Business, em 2020, mal avaliado em impostos, abertura de empresas e licenças, e bem em acesso a crédito. No ranking do IMD, costuma ficar no quarto inferior, entre 60 países. O chamado “custo Brasil”, calculado pelo governo e pelo setor privado, estima em centenas de bilhões de reais por ano o peso da burocracia, da insegurança jurídica e da infraestrutura.

Limites e críticas

  • O Doing Business mostrou que rankings podem ser manipulados, e a pressão política sobre eles é real
  • Medem a facilidade para empresas, e não a qualidade do emprego ou a proteção ao consumidor
  • Reformas feitas para subir no ranking podem não mudar a realidade
  • Pesquisas com executivos refletem a opinião de quem responde, e não dados

Como usar

  1. Prefira os componentes a uma posição geral
  2. Pergunte quem respondeu e quem pagou
  3. Veja se a reforma mudou o dia a dia das empresas, e não só a nota
  4. Combine com indicadores de emprego e de renda