O que mede
A inflação é o aumento contínuo e generalizado dos preços, que faz o mesmo dinheiro comprar menos. É medida por índices de preços ao consumidor: uma cesta de bens e serviços, pesada pelo que as famílias de fato consomem, tem os preços colhidos todo mês. A meta de inflação do Brasil é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto.
Como é calculado
O IBGE coleta centenas de milhares de preços em várias regiões e calcula o IPCA, que cobre famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, e o INPC, para rendas mais baixas. A FGV calcula o IGP-M, usado em aluguéis e mais sensível ao atacado e ao dólar. O FMI reúne os índices nacionais para comparar países.
Quem publica
O IBGE publica o IPCA todo mês. O Banco Central divulga as expectativas do mercado no Boletim Focus. O FMI compara países no World Economic Outlook, e o Banco Mundial mantém séries históricas.
Onde o Brasil fica
O Brasil viveu hiperinflação até 1994, com preços subindo mais de 2.000% ao ano, e o Plano Real a derrubou. Desde o regime de metas, em 1999, a inflação anual ficou entre 3% e 10%, com picos em 2002, 2015 e 2021. Em 2024, o IPCA fechou em 4,83%, acima do teto da meta.
Limites e críticas
- A cesta média não é a sua cesta: quem gasta mais com comida sente outra inflação
- Índices diferentes dão números diferentes, e cada um é usado para um fim
- Inflação baixa com juros muito altos tem custo em emprego e dívida
- Deflação também é problema, e não o oposto bom da inflação
Como usar
- Pergunte sempre qual índice e qual período
- Compare reajustes de salário e de programas com a inflação do mesmo período
- Desconfie de “a inflação dos alimentos” isolada: olhe o índice cheio e os grupos
- Veja a meta e a tolerância antes de julgar se o número é alto