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Indicadores internacionais

Câmbio e reservas internacionais

O preço do dólar em reais, o que o move e por que o Brasil guarda centenas de bilhões de dólares em reserva.

Economia

O que mede

A taxa de câmbio é o preço de uma moeda em outra. No Brasil, desde 1999, o câmbio é flutuante: o dólar sobe e desce conforme a oferta e a procura, movidas por exportações, importações, investimentos, juros e expectativas. Dólar alto encarece importados, combustível, trigo e viagens, e favorece exportadores e o turismo interno; dólar baixo faz o contrário. As reservas internacionais são os dólares que o Banco Central guarda para intervir em crises e dar confiança a credores.

Como é calculado

O câmbio é formado no mercado, e o Banco Central pode intervir vendendo ou comprando dólares, ou contratos chamados swaps, para reduzir oscilações bruscas, sem fixar um valor. Antes de 1999, o Brasil manteve o câmbio quase fixo, o que ajudou a derrubar a inflação no Plano Real e acabou em crise. O FMI classifica os regimes cambiais de cada país, de fixo a flutuante, e acompanha as reservas e o balanço de pagamentos.

Quem publica

O Banco Central publica o câmbio de referência, a Ptax, todo dia, e o volume das reservas e das intervenções. O FMI mantém a base de regimes cambiais e de reservas. Bloomberg, Reuters e os bancos acompanham o mercado em tempo real.

Onde o Brasil fica

O real se desvalorizou de forma quase contínua desde 2011, de menos de R$ 2 por dólar para mais de R$ 5, com picos em 2015, 2020 e 2024. O Brasil tem cerca de US$ 350 bilhões em reservas, uma das maiores do mundo em relação ao PIB, acumuladas sobretudo entre 2006 e 2012, o que o protegeu nas crises seguintes. O câmbio é um dos temas em que políticos de todos os lados prometem o que não controlam.

Limites e críticas

  • Nenhum governo controla o câmbio flutuante; pode só amenizar oscilações
  • Dólar alto não é bom nem ruim em si: beneficia uns e prejudica outros
  • As reservas custam caro, porque rendem menos do que a dívida que o país paga
  • O câmbio reage a expectativas, e um discurso pode movê-lo mais do que um dado

Como usar

  1. Olhe a tendência em anos, e não a cotação do dia
  2. Pergunte quem ganha e quem perde com cada movimento
  3. Desconfie de promessas de “dólar a tanto”
  4. Veja a lição de economia básica e o indicador de inflação, que o câmbio pressiona