O que mede
A taxa de desemprego, ou desocupação, é a proporção da força de trabalho que não tem trabalho, procurou nas últimas semanas e está disponível para começar. Força de trabalho é quem trabalha ou procura. Quem não procura, por desânimo ou por outro motivo, não entra na conta, e por isso a taxa pode cair quando as pessoas desistem.
Como é calculado
No Brasil, o IBGE entrevista cerca de 200 mil domicílios por trimestre na Pnad Contínua, seguindo definições da Organização Internacional do Trabalho, o que permite comparar com outros países. O IBGE publica também a subutilização, que inclui quem trabalha menos horas do que gostaria e quem desistiu de procurar, e a informalidade.
Quem publica
O IBGE divulga a taxa a cada mês, em trimestres móveis. A OIT reúne os dados nacionais na base Ilostat e publica o relatório anual sobre emprego no mundo. A OCDE compara seus membros com mais detalhe.
Onde o Brasil fica
A taxa brasileira passou de 14% em 2020 e 2021 e caiu para cerca de 6% em 2024, a menor da série iniciada em 2012. A informalidade, porém, ficou perto de 40% dos ocupados, e a subutilização, bem acima do desemprego. O país tem uma das maiores desigualdades de desemprego por raça, sexo e idade.
Limites e críticas
- Desemprego baixo pode conviver com informalidade alta e renda baixa
- Quem desistiu de procurar não aparece, e a taxa melhora por desânimo
- Definições variam entre países e no tempo, o que atrapalha comparações
- A taxa nacional esconde diferenças enormes entre jovens e adultos, negros e brancos
Como usar
- Olhe desemprego, informalidade e subutilização juntos
- Veja a taxa por idade, sexo e raça
- Compare a renda média do trabalho, e não só o número de ocupados
- Pergunte que setor gerou as vagas e com que vínculo