O que mede
O Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa avalia cinco contextos: político, legal, econômico, sociocultural e de segurança. Entra tudo o que afeta o trabalho de informar: leis de imprensa, concentração de propriedade, ataques e assassinatos de jornalistas, pressão de governos e de anunciantes, e o ambiente nas redes. A nota vai de 0 a 100, e os países são classificados de “situação boa” a “muito grave”.
Como é calculado
A RSF aplica um questionário a especialistas, jornalistas, pesquisadores e defensores de direitos humanos em cada país, e soma um registro próprio de violações, como prisões, agressões e mortes. O método mudou em 2022, o que dificulta comparar posições antigas com as atuais.
Quem publica
Repórteres Sem Fronteiras é uma organização internacional com sede em Paris, fundada em 1985, e publica o ranking todo ano desde 2002, além de um balanço anual de jornalistas mortos e presos.
Onde o Brasil fica
O Brasil oscilou entre a 60ª e a 110ª posição na última década, com a pior fase entre 2019 e 2022, quando a RSF registrou ataques sistemáticos do governo à imprensa, e recuperação depois. O país segue na faixa de “situação problemática”, por causa da violência contra jornalistas, sobretudo no interior, da concentração de propriedade da mídia e do assédio judicial e nas redes.
Limites e críticas
- Mistura violência real com percepção de especialistas
- A mudança de método em 2022 quebrou a série
- Países com imprensa livre mas pobre podem ficar abaixo de países ricos com imprensa concentrada
- A nota reflete o ano avaliado, e pode mudar com um governo
Como usar
- Leia os cinco contextos do país, e não só a posição
- Compare com o balanço de jornalistas mortos e presos
- Veja a lição sobre a grande mídia, que trata da concentração
- Use junto com o Freedom on the Net para a liberdade na internet