O que mede
O Global Gender Gap Index mede a diferença entre mulheres e homens, e não o nível absoluto de desenvolvimento, em quatro áreas: participação e oportunidade econômica, como renda, emprego e cargos de chefia; escolaridade; saúde e sobrevivência; e empoderamento político, como ministras, parlamentares e chefes de governo. A nota de 1 significa paridade. O relatório estima quantos anos faltam para fechar a lacuna no ritmo atual: mais de um século.
Como é calculado
Catorze indicadores de fontes como OIT, Unesco, OMS e União Interparlamentar são convertidos em razões mulher/homem, limitadas a 1, para que a vantagem feminina em uma área não compense a desvantagem em outra. A média das quatro áreas dá a nota. Islândia lidera há mais de uma década.
Quem publica
O Fórum Econômico Mundial, organização suíça que promove o encontro de Davos, publica o relatório todo ano desde 2006. O PNUD publica medidas parecidas, como o Índice de Desigualdade de Gênero, dentro do Relatório do Desenvolvimento Humano.
Onde o Brasil fica
O Brasil oscila entre a 55ª e a 95ª posição, com nota perto de 0,7: paridade quase completa em educação e saúde, lacuna grande em renda e cargos de chefia, e uma das piores posições do mundo em empoderamento político, com cerca de 18% de mulheres na Câmara dos Deputados, embora seja mais da metade do eleitorado.
Limites e críticas
- Mede lacuna, e não nível: um país pobre com igualdade na pobreza pontua bem
- Não capta violência contra a mulher nem trabalho doméstico
- A área política pesa muito e muda com uma eleição
- Dados de renda por sexo são estimados em muitos países
Como usar
- Olhe as quatro áreas, que no Brasil contam histórias opostas
- Compare com o Índice de Desigualdade de Gênero do PNUD, que inclui saúde reprodutiva
- Veja a proporção de mulheres eleitas, e não só candidatas
- Cruze com dados de violência, que o índice não cobre