O que mede
Os Worldwide Governance Indicators resumem seis dimensões: voz e responsabilização, que inclui eleições e liberdade de expressão; estabilidade política e ausência de violência; eficácia do governo, como a qualidade do serviço público; qualidade regulatória; Estado de direito; e controle da corrupção. Não há ranking oficial, mas cada país recebe um percentil em cada dimensão.
Como é calculado
Os indicadores agregam dezenas de fontes, como pesquisas com empresas e cidadãos, avaliações de ONGs e de agências de risco, com um modelo estatístico que dá a cada país uma nota e uma margem de erro. O Banco Mundial insiste em que as margens são grandes e que diferenças pequenas entre países não devem ser lidas como reais.
Quem publica
O Banco Mundial publica os indicadores todo ano, desde 1996, em uma base de dados aberta, criada pelos economistas Daniel Kaufmann e Aart Kraay.
Onde o Brasil fica
O Brasil fica perto do percentil 50 em voz e responsabilização, abaixo da metade em eficácia do governo, qualidade regulatória e Estado de direito, e no terço inferior em estabilidade política e controle da corrupção. A trajetória desde 2010 é de queda na maioria das dimensões, com leve recuperação depois de 2022.
Limites e críticas
- Agregar fontes diversas mistura percepções de públicos muito diferentes
- As margens de erro são grandes, e o próprio Banco Mundial avisa
- Percentis dependem de quem está na amostra
- Fontes de agências de risco refletem o interesse de investidores
Como usar
- Olhe cada dimensão separadamente
- Leia a margem de erro antes de comparar países
- Use para tendências de década
- Combine com os índices de democracia e de corrupção, que medem partes do mesmo