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Vertentes políticas

Neoliberalismo

Menos Estado na economia: privatizar, desregular e controlar gastos.

Liberais e libertárias

A ideia central

O termo é usado sobretudo por críticos para descrever a virada pró-mercado dos anos 1980: a concorrência organiza melhor a economia do que o planejamento estatal.

Como vê cada questão

EstadoForte para garantir mercado e contratos, enxuto nos serviços.
EconomiaPrivatização, abertura comercial, baixa inflação e ajuste fiscal.
LiberdadesVariam: já conviveu com democracias e com a ditadura de Pinochet.
IgualdadeAceita desigualdade como efeito da concorrência; foca na pobreza extrema.

Pensadores e referências

Friedrich Hayek, Milton Friedman.

Na história

Thatcher no Reino Unido, Reagan nos EUA, Chile sob Pinochet, Consenso de Washington.

No Brasil

Associado às privatizações dos anos 1990 e às reformas de Temer. Poucos usam o rótulo para si mesmos.

Partidos com influência dessa ideia

NOVO

Figuras ligadas ou associadas

Paulo GuedesHenrique Meirelles

Associação aproximada. Influência não quer dizer que o partido ou a pessoa adote tudo o que a corrente defende.

Pontos fortes: o que pode estar certo

  • Controlar a inflação protege sobretudo os mais pobres.
  • Concorrência e abertura podem baixar preços e reduzir privilégios de setores protegidos.
  • Gastar sem limite costuma cobrar a conta depois.

Contradições

  • Fala em menos Estado, mas precisa de um Estado forte para impor reformas, e no Chile conviveu com a ditadura.
  • Defende concorrência e já gerou monopólios privados por meio de privatizações.
  • Empresas pró-mercado pedem socorro público nas crises, como em 2008.

O que dizem os críticos

É acusado de aumentar a desigualdade e fragilizar serviços. Defensores respondem com a queda da inflação e o crescimento em vários países, e rejeitam o termo como xingamento.