Fundação e contexto
Fundado em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion, em São Paulo, no fim da ditadura. Uniu sindicalistas das greves do ABC, intelectuais, católicos da Teologia da Libertação e militantes de esquerda.
Fundadores e nomes da origem: Luiz Inácio Lula da Silva, Apolônio de Carvalho (ficha nº 1), Mário Pedrosa, Antonio Candido, Sérgio Buarque de Holanda, Olívio Dutra e outros.
Linha do tempo
- 1980Fundação no Colégio Sion, em São Paulo.
- 1985Recusa o Colégio Eleitoral e expulsa quem votou em Tancredo.
- 1988Vota contra o texto final da Constituição, mas a assina.
- 1989Lula disputa o 2º turno com Collor.
- 2002“Carta ao Povo Brasileiro” sinaliza moderação; Lula vence.
- 2003Reforma da Previdência leva à expulsão dos futuros fundadores do PSOL.
- 2005Escândalo do mensalão.
- 2010Dilma se torna a primeira presidenta.
- 2016Impeachment de Dilma.
- 2018Lula é preso e barrado pelo TSE; Haddad perde para Bolsonaro.
- 2021O STF anula as condenações de Lula.
- 2022Federação com PV e PCdoB; Lula vence por 50,90%.
- 2026Lula é reeleito com 51,78%.
Presidentes
- Lula (1981–1988)
- Olívio Dutra (1988)
- Luiz Gushiken (1988–1990)
- Lula (1990–1994)
- Rui Falcão (1994)
- José Dirceu (1995–2002)
- José Genoino (2002–2005)
- Tarso Genro (2005, interino)
- Ricardo Berzoini (2005–2010; Marco Aurélio Garcia interino em 2006-07)
- José Eduardo Dutra (2010–2011)
- Rui Falcão (2011–2017)
- Gleisi Hoffmann (2017–2025)
- Humberto Costa (2025, interino)
- Edinho Silva (2025–)
Políticos de destaque
Lula, Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, José Dirceu, Antonio Palocci, Marina Silva (até 2009), Eduardo Suplicy, Jaques Wagner, Camilo Santana, Rui Costa.
Polêmicas e escândalos
Mensalão (2005)
Pagamento a parlamentares da base. O STF condenou José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares em 2012. O PT sustenta que foi caixa 2, não compra de votos. Wikipédia: Escândalo do Mensalão ↗
Lava Jato e Lula
Condenado e preso em 2018. Em 2021, o STF anulou as condenações por incompetência da vara e declarou Sergio Moro parcial. Lula não foi absolvido no mérito, e não há condenação válida. Wikipédia: Operação Lava Jato ↗
Petrolão e dirigentes
Delações apontaram desvios na Petrobras envolvendo vários partidos. Antonio Palocci foi condenado, fez delação e deixou o PT em 2017. Wikipédia: Antonio Palocci ↗
Impeachment de Dilma (2016)
Afastada por decretos e “pedaladas fiscais”. O PT chama de golpe; defensores, de crime de responsabilidade. Ela manteve os direitos políticos. Wikipédia: Impeachment de Dilma Rousseff ↗
Dossiê (2006)
Tentativa de compra de um dossiê com R$ 1,7 milhão em espécie. O TSE inocentou Lula e outros, e o STF arquivou o inquérito de Mercadante. Wikipédia: PT ↗
Valores
Socialismo democrático na origem, hoje mais próximo da social-democracia: Estado ativo, redução de desigualdades, direitos trabalhistas e sociais.
Projetos relevantes
Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, PAC, ProUni, Luz para Todos, Mais Médicos, Pé-de-Meia, arcabouço fiscal, reforma tributária.
Como votou na Câmara
Dados oficiais: a favor × contra na bancada do partido na época.
Fonte: Dados Abertos da Câmara. Ver todos os partidos.
Votações e momentos históricos
Recusou o Colégio Eleitoral em 1985. Votou contra o texto final da Constituição de 1988, mas a assinou. Votou contra o Plano Real. Reforma da Previdência de 2003, que levou a expulsões e à criação do PSOL. Impeachment de 2016: todos os 60 deputados contra.
Eleições presidenciais
Candidato próprio ou apoiado, com o percentual do resultado que a Wikipédia registra para aquela chapa (no 2º turno, quando houve).
| Ano | Candidato | Votos |
|---|---|---|
| 1989 | Luiz Inácio Lula da Silva | 46,97% |
| 1994 | Luiz Inácio Lula da Silva | 27,07% |
| 1998 | Luiz Inácio Lula da Silva | 31,71% |
| 2002 | Luiz Inácio Lula da Silva | 61,27% |
| 2006 | Luiz Inácio Lula da Silva | 60,83% |
| 2010 | Dilma Rousseff | 56,05% |
| 2014 | Dilma Rousseff | 51,64% |
| 2018 | Fernando Haddad | 44,87% |
| 2022 | Luiz Inácio Lula da Silva | 50,90% |
| 2026 | Luiz Inácio Lula da Silva | 51,79% |
Como o alinhamento mudou
Esquerda sindical e socialista → “Carta ao Povo Brasileiro” (2002) e moderação econômica → coalizões com o Centrão → frente ampla com Alckmin (2022) e reeleição em 2026.