Por que nesta categoria
Imprensa e academia, no Brasil e fora, o descrevem assim pelos ataques às urnas, pelo elogio à ditadura e pela trama golpista.
Classificação aproximada e contestável. Entenda o critério.
Partido
Ligação com o Partido Liberal, pela filiação atual ou pela trajetória. Veja o dossiê.
Candidaturas à Presidência
- 2018Candidato pelo PSL, eleito. Foi aos debates da Band e da RedeTV!, antes do atentado.
- 2022Candidato à reeleição pelo PL. Debates da Band, do SBT e da Globo, e o da Band no 2º turno.
Polêmicas e processos
O STF o condenou em 2025 a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. A defesa nega os crimes.
O TSE o tornou inelegível por 8 anos em 2023 por ataques às urnas em reunião com embaixadores.
Em 2003 e 2014, disse à deputada Maria do Rosário que não a estupraria porque ela “não merece”. Foi condenado a indenizá-la em R$ 10 mil, decisão mantida pelo STJ em 2017 e pelo STF em 2019.
Na pandemia, chamou a covid-19 de “gripezinha” e respondeu “E daí? Não sou coveiro” sobre as mortes, imitou doentes sem ar em 2021 e disse que a vacina poderia transformar a pessoa em “jacaré”.
A CPI da Covid ouviu da Pfizer que o governo ignorou ofertas de vacina em 2020, enquanto promovia a cloroquina, sem eficácia comprovada. Ele nega omissão.
Em 2011, disse à Playboy que preferiria que um filho morresse em acidente a que fosse gay e, no CQC, que seu filho não namoraria Preta Gil “por causa do comportamento dela” e que não corria risco de ter filho gay porque os filhos foram “bem educados”. Em 2017, a Justiça do Rio o condenou a pagar R$ 150 mil pelas falas no CQC.
Entre 2010 e 2011, em programas como Superpop, Ratinho e CQC, popularizou a narrativa do “kit gay”, material contra a homofobia que o governo cancelou antes de distribuir; em 2018, o TSE mandou remover vídeos seus sobre o tema.
Em 2017, disse que quilombolas não serviam “nem para procriar” e pesavam “sete arrobas”, e que teve uma “fraquejada” ao ter uma filha. Em 2018, o STF rejeitou por 3 a 2 a denúncia de racismo, e o TRF-2 derrubou uma condenação civil.
Em 2016, dedicou seu voto pelo impeachment de Dilma ao coronel Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador. Em 2008, dissera que o erro da ditadura foi torturar e não matar.
Em 2018, falou em “fuzilar a petralhada” em comício no Acre. Disse depois que era figura de linguagem; o STF arquivou o pedido de investigação.
Em 1986, foi preso por 15 dias por artigo na Veja sobre os soldos. Em 1987, a revista o acusou de planejar explodir bombas em quartéis, o plano “Beco Sem Saída”; o Conselho de Justificação o considerou culpado, mas o STM o absolveu em 1988 por falta de provas, e ele passou à reserva e entrou na política.
Questionou sem provas as urnas eletrônicas, pelas quais fora eleito: em live de 2021, prometeu provas de fraude e apresentou alegações já desmentidas; no 7 de Setembro de 2021, disse que não cumpriria decisões de Alexandre de Moraes; em 2025, pediu desculpas por acusar Moraes de receber US$ 50 milhões para fraudar urnas.
Em 2021, sem saber que estava sendo gravado, no intervalo de uma entrevista à Jovem Pan, descreveu a assessores como receber propina escondida em um sapato e perguntou quanto valeria uma vaga no STF; um assessor avisou da gravação, e ele mudou de assunto.
A PF o indiciou em 2024 no caso das joias sauditas, presentes de Estado que teriam sido desviados e postos à venda no exterior. Ele nega.
Explicou os R$ 89 mil em cheques de Fabrício Queiroz e da mulher dele à primeira-dama como devolução de um empréstimo de R$ 40 mil, valor que não fecha com o total; o STF arquivou o pedido de investigação em 2021.
Multado em 2012 por pescar em área protegida em Angra dos Reis, teve a multa anulada pelo Ibama às vésperas da posse, e o fiscal que o multou foi exonerado em 2019; em 2023, o Ibama revalidou a multa, e ele falou em perseguição.
No fim de 2021, passou férias em Santa Catarina andando de jet ski enquanto enchentes matavam dezenas na Bahia, e disse que era “maldoso” quem falava em férias; em 2022, repetiu o passeio de jet ski em meio a cobranças sobre a guerra na Ucrânia.
Atacou jornalistas repetidamente: em 2018, disse a um repórter que ele tinha “cara de homossexual”; em 2020, disse que a repórter Patrícia Campos Mello “queria dar o furo” e ameaçou “encher de porrada” um repórter de O Globo que perguntou sobre os cheques de Queiroz a Michelle.
Acusação não é condenação. Decisões podem mudar.