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Indicadores internacionais

Índice Global de Escravidão

Estima quantas pessoas vivem em trabalho forçado ou casamento forçado em cada país, e como os governos respondem.

Ambiente e animais

O que mede

O Global Slavery Index estima a prevalência da escravidão moderna, termo que reúne trabalho forçado, servidão por dívida, exploração sexual forçada, casamento forçado e tráfico de pessoas. Estima também a vulnerabilidade de cada país, por governança, pobreza, conflito e discriminação, e avalia a resposta dos governos: leis, fiscalização, apoio às vítimas e cadeias de suprimento. A OIT estima cerca de 50 milhões de pessoas em escravidão moderna no mundo.

Como é calculado

As estimativas combinam pesquisas domiciliares da Gallup em dezenas de países, dados de vítimas identificadas pela Organização Internacional para as Migrações e um modelo que projeta para países sem pesquisa, a partir dos fatores de vulnerabilidade. A margem de erro é grande, e o próprio relatório pede cautela com rankings.

Quem publica

A Walk Free é uma organização australiana fundada pela família Forrest, e publica o índice com a OIT e a OIM, que publicam separadamente as Estimativas Globais de Escravidão Moderna.

Onde o Brasil fica

A edição de 2023 estimou cerca de 1 milhão de pessoas em escravidão moderna no Brasil, perto de 5 por mil habitantes, abaixo da média mundial, e classificou a resposta do governo brasileiro entre as melhores das Américas, pela Lista Suja do trabalho escravo, pelas auditorias do Ministério do Trabalho e pela definição legal ampla, que inclui condições degradantes e jornada exaustiva. Desde 1995, mais de 60 mil pessoas foram resgatadas no país.

Limites e críticas

  • Estimar o que é escondido exige modelos, e as margens são enormes
  • A definição de escravidão moderna varia entre países, e a brasileira é mais ampla
  • Países com mais fiscalização encontram mais casos e podem parecer piores
  • Rankings de prevalência entre países com dados tão diferentes são frágeis

Como usar

  1. Olhe a resposta do governo, que é o dado mais sólido do índice
  2. No Brasil, use os dados de resgates do Ministério do Trabalho e da Lista Suja
  3. Veja as cadeias de suprimento de produtos que você consome
  4. Trate os números de prevalência como ordem de grandeza